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A Violência

Publicado: 19 de fevereiro de 2011 em A Violência

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Billy Seixas

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A VIOLÊNCIA SÓ GERA VIOLÊNCIA

Ao fazer a anatomia da questão da violência urbana, apontamos para o perigo iminente da indústria do medo que arrisca minar a sociedade que vive sob uma constante ameaça de explosão.
A cultura da violência gera expectativas e fornece padrões de resposta.
A lógica da brutalidade nivela os sentimentos por baixo.
Fatos sociais são díspares, unificados na palavra violência.
Todos nós somos vulneráveis a ataques a nossa integridade física e moral.
Temos todos os direitos a um mundo melhor, atitudes devem ser tomadas por autoridades competentes, para que invistam em projetos, voltados à segurança pública que tem urgência em ser repensada e reformulada de forma que valorize a vida em primeiro lugar.
Não é com violência que se combate a violência.
É preciso criar projetos que atendam as condições básicas do ser humano.
Dando às famílias de baixa renda alimentação, educação e lazer para que estes não tenham no crime o único meio de sobrevivência.
Nós cidadãos comuns, também podemos fazer a nossa parte, não sendo egoístas a ponto de pensar só em nós, ajudando ao próximo mesmo que seja com pouco, ajudará muito.
Para que possamos construir um mundo digno de sobrevivência aos nossos filhos garantindo o futuro da nação seria bom que fizéssemos algum esforço.
Os veículos de comunicação divulgam todos os dias fatos violentos, que são resultados do nosso precário sistema social.
Conheça agora a história do pequeno Túlio, criança assaltante e personagem da vida real.
Mas antes, não se esqueça, podemos mudar essa atitude.
Frei Luis de Leon nos disse:
_ Para fazer o mal qualquer um é poderoso.
Mas, acredito que o poder real é aquele, em que você, possui a força em “poder” se defender do seu próprio mal. Vencer o seu ódio e crescer em espírito, porque para cometer loucuras e fazer besteiras, qualquer um o faz, e, isso, não significa ter o poder, e, sim, revela a cegueira.
Pois, na casa da ignorância, o espelho não é transparente, assim, não se pode ver a alma.
Disse Raul Seixas

FATO E FATALIDADE

Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa, 21 agosto de 1989, por volta das 15h. Doutora Élite Fortunato dirigia seu automóvel em uma rua central da cidade no meio de um turbulento tráfego da vida cotidiana. Cantarolava músicas infantis com seu filho Juquinha de seis anos, que estava no banco ao lado, quando surge, inesperadamente, um invasor adolescente.
Aparência frágil, porém de faca em punho, pela janela, segura Juquinha com a arma rente a seu pescoço, exigi de Élite, a mãe, que lhe entregue a bolsa e todos os demais pertences, sob ameaça de cortar a garganta de seu filho.
Diante do pânico geral e olhares atônicos das vítimas, a mãe entrega tudo e suplica que não machuque seu filho.
O pequeno assaltante libera a vítima e sai correndo com o produto do assalto sob o olhar estonteante de alguns transeuntes, todos tinham muito medo.
Ninguém se aproxima, olham o ocorrido e voltam a andar, com passos largos para que logo se afastem daquele local.
Dra Èlite, neste momento, ainda trêmula liga o carro e sai em desespero em busca de ajuda.
A violência é comum e os assaltos são corriqueiros nos centros urbanos, e hoje já está se espalhando para as pequenas e pacatas cidades do interior, que há alguns anos oferecia tranqüilidade aos seus moradores.
A preocupação é geral e a violência está em todos os lugares.
Esta história descrita acima, verídica ou não, é exemplo do medo de se viver vulnerável frente a uma realidade sem controle em relação à cultura da violência, onde volto a ressaltar:
“Não é com violência que se combate a violência”.
Mas continuando…
Quem é esta criança assaltante?
E como vive?
Nascido numa favela onde o crime impera, nunca conheceu seu pai, filho de mãe alcoólatra, não teve infância.
Desde cedo foi empurrado para a rua em busca de sustentar a casa e o vício da mãe sob constantes espancamentos, era obrigado a trazer dinheiro todos os dias.
E se não fosse uma quantia suficiente, o menor sofria humilhações verbais e dependendo do grau de sobriedade da mãe as agressões físicas complementavam a bronca.
Sem nunca ter vivido em condições garantidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, não conhece o amor e o respeito, e aos seus olhos é natural à agressão. Nem acha violento o trabalho que faz pelas ruas, por questão de sobrevivência trabalha e pronto.
Nem dos amigos Túlio tem o respeito.
Menino franzino é rotulado como o fracote da turma que apanha da mãe louca, todos os dias.
Olhares atravessados que lhe são lançados com ódio, desconfiança e medo, numa atitude hipócrita.
Mas vamos conhecer um pouco mais da sua história:
Seu nome é Túlio de Oliveira Silva, mas entre os colegas é chamado de Túlio.
A vida nunca lhe foi fácil, no meio que nasceu não teve oportunidade para que seu destino fosse diferente, não pôde freqüentar escola.
Sua mãe não se preocupou em colocá-lo em uma, todo o seu dia deveria ser reservado para conseguir dinheiro.
A vida lhe tornava cada vez mais rude e insensível, sentindo na alma o drama de ser objeto de abuso e exploração.
Com a morte de sua mãe, integrou-se ainda mais no convívio com a violência e com seus parceiros de rua.
Túlio tornou-se o preferido dos pais de rua, que o exploravam na prática de assaltos, e abusavam da sua condição de menino desamparado e indefeso.
O tempo ia passando e a revolta tomava conta dele cada vez que observava e conhecia um outro mundo pela Tv, a que assistia na frente das lojas de eletrodomésticos, ou quando via pais passeando com seus filhos. Estas cenas o agrediam por não fazerem parte de sua rotina.
Tornou-se um adolescente, alheio aos sentimentos, agia pela própria sobrevivência no submundo do crime, onde não há piedade, compreensão ou amor pelo próximo.
Ser submetido à violência e praticá-la, era lei em sua vida, a sociedade o repudiava.
Mas no íntimo de Túlio, havia uma criança carente de afeto, amor, carinho e ternura, como muitos outros meninos de sua idade, que não tiveram brinquedos, escola, um lar e o aconchego de uma família, que pudesse lhe oferecer o mínimo de conforto, segurança e amor.
Às vezes, Túlio queria sair dessa para melhor, mas não surgia chance alguma, tudo era sonho impossível, sua única alternativa de vida era o crime.
Foi assim, que se deu o assalto a Doutora Élite Fortunato, esposa de um conceituado político, e proprietária de uma mansão próxima à praça da Candelária.
Região preferida pelos pais de rua, que promovem as reuniões neste local com os menores, importando-lhes as obrigações criminais do dia, sob ameaças, e no final do expediente parte com os produtos roubados dando apenas uma porcentagem aos menores infratores.
Na tarde seguinte de um outro dia, num outro mês, de um outro ano, e, no mesmo lugar do assalto, a Doutora Élite, Túlio e outros indivíduos, circulavam próximo ao local do acontecido para mais uma jornada rotineira, sem imaginar, que uma tragédia a esperava, minutos após.
De repente, uma freada brusca.
Um grito agudo e um corpo estirado no asfalto, já sem vida.
Um grupo de curiosos juntou-se no local.
Era o menino Túlio, o adolescente assaltante de apenas 15 anos, que teve naquele momento sua vida ceifada.
Dra. Élite Fortunato pára o carro, sai em direção ao corpo, olha-o friamente, nos olhos, e com um ar de heroína, sente-se vingada e satisfeita.
Matou o garoto que a havia assaltado pela segunda vez no dia anterior, ainda trajava a mesma roupa: Bermudão, camiseta de malha preta, boné azul e tênis.
Livrou-se para sempre do agressor, não sentia remorso, apenas alívio, contemplava tudo calada, sob a aprovação dos que presenciavam a cena.
Quem teria a coragem e ousadia de incriminá-la?
Responsabilizá-la, pela morte de um menor infrator?
Ninguém teria essa ousadia.
Além do mais, alguns curiosos reconheceram o corpo do assaltante.
Com o incidente que resultou na morte do seu agressor, Doutora Élite impôs sua lei (sem consciência), sua justiça de ódio e desamor.
Assim, a violência, só gera violência.
Criou a oportunidade.
Sem temer represálias, continha influências sociais que lhe protegiam.
Essa é a posição de um país de justiça morosa e falha, com Leis ultrapassadas.
Onde a violência segue regras próprias, colocando as pessoas o tempo todo em situação de risco em relação à integridade física e moral.
Conviver com a violência torna-se um item obrigatório na visão do mundo que nos é transmitida, cria-se a certeza silenciosa de que o crime, e a brutalidade são indispensáveis.
O problema então é entender como chegamos a este ponto. A proliferação indiscriminada da violência mostra que as leis perderam o poder normativo e que a criminalidade tornou-se um problema insolúvel.
Dessa perspectiva, é óbvio nada pode ser feito.
Tudo anuncia o caos, enfrentar a violência ultrapassa a capacidade humana e neste caso predomina a linguagem do medo.
Por fim, existe a disposição quase automática de “nacionalizar” nossas misérias, como se fosse a marca patente de nosso destino histórico-cultural e mundial.
Diante de tal crença devemos perguntarmos, se de fato faz sentido procurar uma “identidade nacional da violência” outra tendência é a identificação dos impasses específicos existentes em nossos vários meios sociais.
Se há problemas a serem resolvidos.
Porque, atitudes não são tomadas?
Com certeza a questão crucial, é saber como parar um jogo que a maioria, quer continuar jogando.
O fim só será possível quando perdermos o medo e passamos a entender que, o que salva, e resgata a vida, são os valores humanos.
Sempre que trocamos de crença e apostamos nos meios legais de combate à violência obtivemos resultados inesperados.
Contra as previsões catastróficas.
Assim aconteceu no “Impeachment”, na prisão dos bicheiros.
Se todos tomarem mais consciência com certeza encontraremos um bom caminho.
A história de Túlio nos dá uma noção clara de que a violência é fruto de uma sociedade hipócrita, que ignora as necessidades básicas de sobrevivência, de uma grande parcela da população, privadas de suprir com dignidade suas condições de vida.
Violadas em seus direitos, e sem muita perspectiva de vida, agem de forma violenta contra o mundo que os oprime e marginaliza.
Agem assim porque este é um meio de defesa, e uma resposta aos disparos da sociedade.
A violência torna-se um mal necessário para quem não conheceu uma alternativa de vida.
Mas a violência é recíproca, apunhala a vítima e o assassino.
Como o episódio em que figuram Túlio.
Os meios legais de correção são precários nas unidades da Febem e nos Presídios, as condições levam o infrator à revolta e a aprender ainda mais, nesta escola do crime.
Neste espaço, indivíduos e grupos passam arbitrar o que é injusto, seguindo decisões privadas, dissociadas de princípios éticos válidos para todos.
O crime é assim relativisado em seu teor de infração.
A imoralidade da cultura da violência consiste justamente no valor da disseminação de sistemas morais particularizados e irredutíveis a ideais comuns, condições prévias para que qualquer atitude criminosa possa ser justificada e legítima.
Os criminosos agem tranqüilamente, neste sistema falho.
Não existe “moral relativa”, do ponto de vista de quem a confessa.
A cultura da violência valoriza a utilização da força, constrói uma nova hierarquia moral.
Os universos sociais, monstruosamente, entre fortes e fracos.
Quem ocupa a posição de vítima é objeto de desprezo e indiferença por parte do agressor.
Pouco importa as características físicas, psíquicas ou sociais do sujeito.
Na montagem violenta o que conta é a posição da vítima, a força ou fragilidade de quem ataca ou defende.
O pivete que assalta uma criança, por exemplo, priva-se e priva o assaltado do privilégio dado às crianças de serem tratadas com proteção e carinho, em virtude de sua imaturidade e circunstância do submundo em que vivia sob a marginalidade.
Os apelos humanitários caem no vazio.
A lógica da brutalidade nivela por baixo os sentimentos, termos como compaixão, consideração, culpa ou responsabilidade diante do semelhante desaparece do vocabulário.
A dificuldade que temos de entender racionalmente o outro lado da violência, resulta-se em uma das razões pelas quais se pode, assassinar menores sem pudor, desconsiderando o fato de que são crianças e estão sendo mortas sem chance de conhecer os valores humanos.
Na escalada da violência, perde-se pouco a pouco a noção do que é risco ou potencial.
O perigo iminente faz com que as vítimas potenciais aceitem facilmente a sugestão ou a prática da punição e do extermínio preventivo dos supostos (tais) agressores potenciais.
A violência descrita na forma de uma entidade onipotente e onipresente parece incoercível e imbatível.
No entanto, quando observamos atos violentos de outro ângulo, percebemos que a pretensa homogeneidade e invencibilidade do fenômeno não correspondem às atitudes criminosas reais do sujeito.
Impedir que pequenos traficantes vendam cocaína em portas de colégios não é o mesmo que enfrentar máfias ou prender assassinos de índios (Brasília), garimpeiros, ecologistas na imensidão da Amazônia.
O trabalho de policiais deve ser realizado de forma correta e coerente a cada ocorrência.
O problema é que, o que se pode ser resolvido facilmente com uma boa dose de firmeza e reafirmação das autoridades, se perde em discussões amplas de acordos consentidos pela maioria dos cidadãos, e todos esses fatos sociais díspares, resulta em situações reais, como a história contada no início deste artigo.
E a cada ato violento procura-se o “made in Brazil”, esta é a imagem deste país que tem o “povo que não presta”.
Quais são as vantagens em aderir ao determinismo da história, das mentalidades ou de culturas?
Procurar saber como tudo começou, certamente é uma boa questão.
Todo passado é uma interpretação retrospectiva, feita a partir de crenças presentes.
As pessoas convertidas à moral fétida do consumo tendem, por vício e apropriação configurada, tornam-se inescrupulosas se forem impedidas de consumir.
Em uma sociedade que:
Além de capitalista é individualista e competitiva por natureza e conseqüentemente aberta à imobilidade social.
O dinheiro e a ostentação são desejados a qualquer preço, e sem integridade, honestidade e trabalho são quase impossíveis conseguir, só resta à possibilidade de encurtar o caminho usando a “corrupção” e a violência como armas em busca da ganância até conquistarem o termo final que conheço como Morte eterna em espírito.
Procurar o mal é viver no mal para o mal, dentro do mal, e, sem esperança nenhuma de felicidade, nem com a família e nem com a sociedade, muita menos, consigo mesmo.
O mal é uma prisão livre, porém, de tortura conscienciosa.
O aquecimento global está cada vez mais se aproximando da terra e das nossas cabeças, e, sem saber, o homem, continua metido na ganância achando-se capaz o suficiente para resistir graus de elevadas temperaturas, acima de 50º, onde o corpo, por sua vez, começa a se decompor por si só.
O planeta terra se encontrará com outro mundo que está próximo a nos atingir e, está nos esperando traiçoeiramente. Mas, antes desse chegar, certamente já terei pegado uma carona no rabo do cometa, e, estarei em outra galáxia, esperando você chegar.
Dizer também que existe um enigma no Rio de janeiro, na cidade maravilhosa, não é ser sábio, porque todos podem pressenti-lo. Sua força é devastadora e descomunal, porque vem junto com o Todo da própria criação irada de sua maneira de pensar “mental”, do próprio ambiente, e, esta por sua vez, consome até o espírito de seus cidadãos alucinados pela onda de sua atração incondicional.
Uma onda de medo e de ira, que seguem como uma onda de rádio, e, alcança até os que estão fora de sua sintonia. Pois, seus raios são perniciosos e persistentes em suas dimensões.
Fazem por instinto e criam-se por impulso, atraem-se pelo campo de sua energia densa e poderosa e, concretiza-se sobre o medo da fome e da morte, e, principalmente, pela força da sobrevivência.
Nada disso poderia estar acontecendo ou nada disso poderia ainda acontecer se nós, pessoas, de uma mesma raça, tivéssemos a coragem de sermos e de agir, de acordo com o coração em teu Deus. Pois, vivemos pela razão, pelo dinheiro, pelo poder, pela força, pela imagem, pela valentia, e, esquecemos dos sentimentos de ser um bom vizinho.
Simples, não é mesmo…!
Toda essa brutalidade vem do sistema criado pelo monstro sist, o qual é o detentor de Toda a nossa força física produtiva. Porque, infelizmente, trabalhamos com exclusividade, para o seu sustento.
Não vejo outra saída, senão entramos urgentes e, com sabedoria, para o Novo Aeon da Sociedade Alternativa.
Você é o resultado de seus pensamentos e de sua crença. Faça uma realidade do que te digo, e, será o sucesso da sua crença. Não se esqueça do Todo poder que escrevemos lá atrás. Tua ação agora será a reação de amanhã, em realidade de seus pensamentos e crença, sobre a força de Thelema.

O Discípulo Billy Seixas

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