O Chamado

Publicado: 7 de abril de 2011 em Sanção Espiritual


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Billy Seixas

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O Almoço Interestelar

Acabo de chegar de uma grande viagem interestelar, direto do espaço sideral. Estávamos num almaço, na casa branca, de onde ganhei meu cavalo e a minha espada, estávamos entre sete pessoas.
Lembro-me que o Mestre havia me convidado para este almoço de manhã, mas agora é noite, e de onde vim tudo brilhava como ouro, um lindo dia de sol iluminava o ambiente como luz fosforescente.

O Chamado, Foi Justamente num Sonho "Quele" me Falo.

O Chamado, Foi Justamente num Sonho "Quele" me Falo.

Era uma luz branca e perfeita para o local e o ritual que mais adiante, se realizaria.
O convite não foi formal, mas a recepção esclarecia por que fui convidado. Nada me era estranho! Apesar de Tudo, ser algo novo me parecia familiar coisa de Mestre e de Discípulo.
O bom anfitrião era um senhor de longa barba branca, ele era branco, alto e tinha cabelos cumpridos. Atendeu-nos com uma doce cordialidade, e, incrível a sua imagem com uma sensível e notável pele, que mais parecia ser transparente.
Seu semblante era de luz, sua voz, soava como uma nona sinfonia tocada pelo anjo do sol. Andava como se nem tocasse o solo. Sua leveza era notável a todo o momento. Pude sentir também, a sua energia, porque onde ele passava e tudo o que ele tocava, deixava o seu toque mágico e, qualquer um podia sentir.
Quando eu e o Mestre passamos por ele, notei uma coisa muito especial. Um enorme e, perfeito circulo, trazia uma cor de ouro, que nos sustentava como se estivéssemos no ar, flutuando. Andávamos como se fossemos levados por alguém. Sua mente, o seu desejo, nos transmitia uma coisa que, parecia desejar que nós também, pudéssemos sentir e nos mover, além de desejar que possuíssemos os seus poderes.
Dentro de nós, essa força palpitava nos revelando o controle sobre a gente de uma maneira, segura e muito misteriosa. Essa, além da certeza, nos trazia também, o Aeon da Liberdade.
Meu corpo de carne parecia não ser real. Mas, era eu, com sensação de estar ali com corpo e tudo, dentro de mim para comigo mesmo, naquele momento. Minha cabeça pensava com uma velocidade indescritível. Até agora, não consegui entender direito, como pude pensar tão rápido. Era como se estivesse vendo as coisas daquele lugar, direto com a mente.
Caminhamos em direção a enorme mesa que havia dentro de uma enorme sala. Tudo já estava preparado, e, tudo, era muito mágico, como se nada fosse real, tudo, era muito leve. Até o meu próprio corpo, já não o sentia como antes.
Ao me sentar, na enorme mesa, de frente com a doce imagem, acompanhado por minha família sideral, a esposa, o Mestre e os seus três filhos.
Estava tão impressionado com a beleza de tudo, que nem pude, naquele momento, imaginar, de quem se tratava. Não quis pensar em nada. Não queria tentar adivinhar, só queria viver aquele mágico e lindo momento raro de se viver.
Só pude perceber ali, um ritual sagrado, onde mais um segredo se revelaria para a minha humilde figura. Então, resolvi esperar para saber o final de todo aquele mistério.
Antes de começarmos a comer, a ilustre presença do anfitrião deu graça dizendo por três vezes:
_ “Berlilin, Berlilin, Berlilin, ânfora de salvacion, quisera estar junto a mim, el materialismo não tende força junto a mim…”!
_ “Berlilin, Berlilin, Berlilin, ânfora de salvacion, quisera estar junto a mim, el materialismo não tende força junto a mim…”!
_ “Berlilin, Berlilin, Berlilin, ânfora de salvacion, quisera estar junto a mim, el materialismo não tende força junto a mim…”!
Em seguido, ficamos em silêncio por sete minutos, e a bela voz diz:
_ “Já podemos comer”.
O Mestre se manifesta dizendo:
_ “A terra, a água, o fogo, o ar, o éter, a mente e a inteligência, todos…, são de uma falsa realidade. Ambos são constituídos de uma forma de natureza material, que devem ser compreendidos como de fato são. Não devemos mudar nem inventar outra forma para estes”.
Levanta a voz sutil, do velho sábio, á minha frente, e diz:
_ “Toda essa grosseira forma de vida e energia, foi constituída da imaginação da mente do ToDo. Porém, é a mente das criaturas que usam e distorcem a mesma Energia. Porque esta é a mesma usada pelo ToDo em toda a história da raça humana”.
Ficando em silêncio e com sua face voltada para mim, olhou-me como se dissesse; vai, pode começar a comer, você é o nosso convidado de honra. Esperamos por este dia, ha muito tempo.
Ao ler o seu pensamento, ele também teria lido o meu, e com um toque mágico, dentro de sua mente, em seu desejo, afirmando-me para que eu começasse a comer.
Comecei a comer e todos se manifestaram á mesa. O que tínhamos como almoço era uma coisa muito diferente do que comemos aqui. Pois, tudo era verde! Mas, não posso descrever aqui, porque não pude perceber, se quer o que comi naquele almoço. Sei que era; legumes e hortaliças, isso eu posso dizer, mas, de que espécie era não poderei descrevê-los. Pois, os cinco sentidos que usava, era espiritual, naquele momento, e os alimentos, não tinham gosto e nem sabor.
As crianças se comportavam como anjos. A mãe serviu cada um deles, enquanto o Mestre servia o anfitrião. Este me olhava como se quisesse dizer algo sobre o meu comportamento. Senti-me em casa, e, não fiquei fazendo cerimônias.
Percebi que fui aprovado pela desenvoltura, mas, tive dúvidas porque seus olhos filmavam todos os detalhes e movimentos de minhas mãos e, parece que ele sabia de antemão, até o que minha mente pensava a todo o tempo. Pois, antes do movimento, ao tentar pegar um prato verde, mais que de pressa, ele o trouxe até a mim, com apenas um olhar.
Recebi o prato no ar, nada o segurava. Olhei dentro dos teus olhos, e, levemente, ele afirmou com a cabeça dizendo-me, sirva-se.
Entendi sua língua espiritual e viajei na mesma energia, lembrando e sentindo na pele, o dia do meu batismo no quintal da Sociedade Alternativa.
Os alimentos que comíamos, eles não desapareciam. Incrível, mas com este ritual, o Mestre me mostra que não precisávamos comer aquilo, e, muito menos, comer os bichos. Animais mortos, que quando fora da geladeira, fede como comida de urubu.
Uma voz diz: “O corpo morto alimenta o corpo vivo”.
Olhei e não avistei ninguém na direção de onde partiu a voz.
O Mestre levanta e toma um livro grosso em suas mãos e ressalta umas palavras que diz assim:
_ “Uma pessoa faz sacrifício neste mundo para pagar seus pecados. Quando os sacrifícios perdem os méritos, se esgotam. Então, a entidade viva descende a Terra em forma de Chuva, depois toma forma de grãos, e os grãos são comidos pelo homem e transformados em sêmen, o qual fecunda uma mulher, e desse modo à entidade viva alcança outra vez, a forma humana para executar sacrifícios e assim, repetir o mesmo ciclo. Dessa maneira a entidade viva vai e vem no mesmo caminho material. Entretanto, a pessoa consiste de Deus, de tal modo, se prepara para voltar ao supremo”.
Depois ele fecha o livro e coloca-o sobre a mesa, diante dos meus olhos, de onde pude ler em sua capa: O Bhagavad Gita Como Ele é.
Pensei comigo, não foi à toa que Medo da Chuva, foi à primeira música que o Mestre me ensinou. Pois, ai, eu perdi o meu Medo da Chuva e aprendi os segredos da vida, porque ele me ensinou que a chuva voltando para terra, traz coisas do ar.
A sutil voz se aproximou de mim e disse-me em meus ouvidos:
_ “Você aprende rápido”…!
Olhei para ver se via ele ao meu redor e não havia ninguém à minha volta. Sai rápido e fui para outra sala que havia do outro lado, e lá estavam. Saíram de uma maneira mágica, talvez para mostrar-me de uma vez por toda, sobre o fantástico poder e a real existência daquele ilustre senhor.
Ao me aproximar, a esposa mãe, disse-me:
_ “Não tenha medo, meu filho! Venha você faz parte deste mundo há muitos aeons! Aqui está a sua família, á quem você tanto busca”.
Sentei-me do lado dela e percebi que aquele almoço era mais um dos arranjos do mestre para me apresentar a minha própria história.
Ela me abraçou e as crianças se aproximaram e fizeram o mesmo. Minutos depois, saímos e fomos para outro lugar, onde jamais tinha ido, e lá estava de antemão, a ilustre presença. O anfitrião carismático e doce era nada mais que o Mestre dos Mestres. Este, por sua vez, me toma pelo olhar, me conduzindo ao centro do ambiente e acena com as mãos, num gesto bem delicado e leve, me disse:
_ “Senta-te numa posição de ioga e concentre-se”.
Ao fechar os olhos, fui levado para outro lugar. Lá estávamos entre uma multidão de pessoas. O sábio Mestre dizia-me:
_ “Esta ordem decorrente é para o povo da terra. Um dia você vai construir, realizando assim, o sonho da Sociedade Alternativa que meu fiel Discípulo tanto almeja realizar. Mas você sabe que o seu período, foi diferente. E agora, você, discipulado dele, tem essa liberdade e daremos a você a possibilidade para a realização da Cidade das Estrelas em cada pessoa. E, um dia, você vai escrever um livro falando sobre a Sociedade Alternativa como de fato Ela é”.
_ “Eu sou Wiryd Thelema, uma espécie de homem do tempo”.
De repente, tudo desapareceu e no meio do nada me vi, e voltando para casa, retornei-me ao corpo da terra.

Saindo do quarto em que estava, fui direto para o escritório para escrever o acontecido, e, para a minha surpresa, o Mestre estava lá, sentado na minha cadeira. Esperava-me para afirmar o ocorrido sem que a minha cabeça tivesse dúvidas daquela experiência.
Você já está aqui?
_ “Sim! Vamos escrever. Não quero que você esqueça nenhum, de todos os detalhes, de sua experiência”.
Wotan, ela me chamou de meu filho! Por um acaso, este é o seu casamento na eternidade (o retrato da Sociedade Alternativa), fora da mentira, onde os sonhos desfazem aquilo que o padre falou?
_ “Sim, sim! Essa união de dois seres em consciência se dá na dedicação mútua pelo interesse à família, de maneira incondicional. Essa família não pertence ao planeta terra, e, sim, de um mundo sideral”.
Compreendo por viver essa necessidade, incessantemente, dentro do peito. Aqui, vejo e vivo uma dificuldade tremenda.
_ “Sim! Vamos compor, falar sobre esse tema”.
São duas horas da manhã, Wotan, tem certeza que quer fazer isso agora?
_ “O tempo não é o real. Reformule-se, rearranje-se no jogo em que você está (nasceu), essa é a razão pela qual você nasceu. Vamos começar do princípio com confiança que você vencerá. Já faz tempo agora que o último rebelde já se foi, você é o próximo que acabou de entrar para a história”.
_ “Vamos falar na música sobre este tema, você saberá”.
Mestre, mas eu nem tenho uma voz igual a sua.
_ “Isso não importa o que importa é o jeito de fazer. Eu sou por você, do jeito que você é por mim”.
_ “Sol maior, pega lá…”!

Billy Seixas
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